“Vem
de longe nossa vontade de conhecer melhor a poesia de
Mario Quintana. E mais, colocar no palco estas imagens
criadas brilhantemente pelo poeta, fruto de um trabalho
incansável e meticuloso. Assim que, no ano do centenário
de seu nascimento, onde muitas outras homenagens deveriam
estar sendo feitas, nos aventuramos nesta louca viagem
pelos universos quintanares. Sim, universos, no plural.
Pois Mario não é um só, é
multiplo! Um poeta que consegue captar dentro das formas
mais simples, uma extrema profundidade. Lírico,
trágico, com uma nostalgia existencial tamanha
que por vezes assusta e assombra. Ao mesmo tempo dono
de um humor sutil, que beira a irreverência, o nonsense.
Mario diz coisas que nenhuma outra pessoa poderia dizer,
pelo menos, não dessa maneira.
Este espetáculo, além de uma homenagem,
é um mergulho em um (isso mesmo, apenas um!!!)
dos seus livros. É o encontro com uma de suas personagens,
Lili, e com uma liberdade que raramente havíamos
experimentado antes na criação de um espetáculo.
É também, o encontro com vários profissionais
(Alessandro Kramer, Guinha Ramirez, Louise Lucena, Ivo
Godoy, Carlos Nagel, Carlos Eduardo Silva, Wagner Camargo
e Thiago Toscani) e o aprofundamento da parceria com outros
(Agê Pinheiro, Edegar dos Santos e nossa "sempre"
costureira Vilma Costa da Luz).
O início de nossa trajetória foi marcada
por trabalhos voltados para crianças. Mas nos últimos
cinco anos, estivemos incursionando por um outro universo,
na montagem de espetáculos para adultos. Quintana
acabou sendo também, o impulso que faltava para
voltarmos a explorar esta vertente de nosso trabalho.
Quando lemos pela primeira vez (há muitos anos)
o livro "Lili Inventa o Mundo", ficamos muito
atraídos e decidimos que queríamos montá-lo.
Ludicidade, singeleza, humor, lirismo, jogo, todos os
ingredientes que sempre buscamos em nossos trabalhos para
crianças estavam ali, na poesia do Mario. Conhecê-lo
melhor foi um prazer, levá-lo para as crianças,
na certa, será uma aventura."
O
projeto de “Lili reinventa Quintana” foi premiado
com o Edital Funarte / Petrobras de Fomento a Teatro.
Tivemos também a oportunidade de sermos aprovados
pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com a
qual recebemos o patrocínio de Arroz Urbano. Fomos
apoiados, ainda, pela Associação dos Amigos
da Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina
e pelo Grupo Armação. Estreou no dia 20
de maio de 2006, na sala Lindolph Bell, do Centro Integrado
de Cultura (CIC) de Florianópolis, SC. Em novembro
deste mesmo ano participamos do I Festival Nacional de
Teatro de Campos dos Goytacazes, RJ, onde recebemos o
prêmio de Melhor Atriz e indicação
para Melhor Texto Adaptado. Recentemente foi o único
espetáculo catarinense selecionado no edital da
Caravana Funarte Petrobras de Circulação
Nacional – Teatro – 2006. Para a Temporada
2007 foi convidado para participar da Mostra de Teatro
para Crianças de Todas as Idades do Festival de
Teatro de Curitiba, PR e também do Festival Intercâmbio
de Linguagens para Crianças, no RJ.
Espetáculo
criado livremente a partir da obra
“Lili Inventa o Mundo” de Mario Quintana
Dramaturgia e Direção: Max Reinert
Atuação: Denise da Luz
Trilha Sonora Original: Alessandro Kramer
e Guinha Ramirez
Vocal: Luise Lucena
Voz de Mario: Thiago Toscani
Supervisão em Iluminação:
Ivo Godoy
Técnico em Eletrônica: Carlos
Henrique Nagel
Maquiagem: Carlos Eduardo Silva
Figurinos: Denise da Luz
Costuras: Vilma Costa da Luz
Cenário: Age Pinheiro e Max Reinert
Cenotecnia: Wagner Camargo
Estrutura e Impressão Digital: Empresser –
Estrutura da Mídia
Pinturas e Reproduções: Edegar
dos Santos
Objetos e Adereços: Agê Pinheiro
Assessoria de Imprensa: Thiago Toscani
Produção: Téspis Cia.
de Teatro
Patrocínio: Petrobras S.A.; Arroz Urbano
Realização: FUNARTE; Ministério
da Cultura; Governo Federal; FUNCULTURAL; Secretaria de
Estado da Cultura, Turismo e Esporte; Governo do Estado
de SC
Apoio: Incregel; Grupo Armação
Necessidades
Físicas
-
Espaço amplo (vão livre) de 144m2, ou seja,
12mt X 12mt X 3mt de altura.
Quadro de Luz próximo para alimentar os equipamentos
de som e luz, fornecidos pelo grupo.
02 (dois) auxiliares para a montagem do cenário.
Tempo de montagem: 36 horas
Equipe técnica composta por 04 pessoas (02 atores
e 02 técnicos)
Espetáculo para, no máximo, 40 espectadores
por sessão.
O
que já se disse:
“O
universo poético de Mario Quintana para crianças.
A Téspis Cia. de Teatro promove um belo encontro
com o espetáculo Lili Reinventa Quintana: o grupo
insere as crianças no universo mágico da
literatura e apresenta a elas um grande poeta brasileiro,
Mario Quintana.
A peça homenageia os cem anos que completaria o
poeta gaúcho, nascido em Alegrete em 1906. Este
espetáculo é livremente inspirado no livro
infantil Lili inventa o mundo, lançado em 1983.
Lili reinventa Quintana tem um cenário lindo, simples
mas encantador em suas cores, nos objetos de cena, na
iluminação e em dois pôsteres lateriais
que desenham o rosto do poeta com palavras. A menina Lili,
que descobre e apresenta o mundo para as crianças
através dos poemas de Mario Quintana, é
interpretada pela atriz Denise da Luz. A direção
da peça é de Max Reinert, que faz a apresentação
e a abertura do espetáculo também caracterizado
como um personagem desse universo "quintanar".
A trilha sonora original é de Alessandro Kramer
e Guinha Ramirez.
Todos esses elementos, somados à doce poesia de
Mario Quintana, fazem deste um espetáculo encantador.
Eu, que sou há muito tempo uma apaixonada pela
literatura de Quintana, confesso que me emocionei com
a beleza da apresentação e com seu universo
lúdico. É uma das formas mais bonitas de
introduzir uma criança no mundo das letras e dos
livros.”
Daise Ribeiro
Colunista de Teatro do Site Guia Floripa
www.guiafloripa.com.br
“Lili
e o sonho da poesia!
Seguindo no caminho da poesia, esteve em cartaz no Teatro
do SESC Prainha, em apenas três apresentações,
o espetáculo Lili reinventa Quintana, da recém
chegada à Florianópolis, Téspis Cia.
de Teatro. Aqui, o grupo assume como "espetáculo
teatral" o trabalho criado a partir de poemas de
Mario Quintana, montagem esta realizada em homenagem ao
centenário de nascimento do mesmo. A companhia,
mesmo estando há 01 ano na cidade, já tem
um trabalho acumulado anteriormente na cidade de Itajaí,
tendo viajado por vários estados do país
e também no exterior.
O espetáculo não tem uma história
propriamente dita. Tudo gira em torno de um clima onírico,
onde vão aparecendo distintos poemas, objetos,
pequenos bonecos, roupas, etc. Um apresentador (Max Reinert,
também diretor do espetáculo) nos recebe
na porta do teatro, nos entrega programas e indica o início
do espetáculo dizendo que "a vida também
precisa ser sonhada". Com isso, abre uma cortina
que separa o palco da platéia e encontramos uma
menina dormindo (a atriz Denise da Luz) sobre uma grande
caixa laranja e um céu muito azul! A partir daí
vários jogos vão ser realizados, sempre
acompanhados de textos de Mario.
Todo o tratamento visual é muito bem realizado,
com um acabamento muito profissional. O cenário
(de Agê Pinheiro e Max Reinert) é bastante
aconchegante e bonito, nos remetendo às gavetas
de Salvador Dali, numa referência direta ao onírico,
referência esta sublinhada pela belísima
trilha sonora original (composta por Alessandro Kramer
e Guinha Ramirez, bastante conhecidos no meio músical
da cidade). Os figurinos (de Denise da Luz) também
são muito bonitos e bem cuidados, ou seja tudo
de acordo com a proposta inicial do grupo. O único
senão é uma pequena caixa utilizada no início
do espetáculo (um pouco bruta e poderia ser melhor
trabalhada), assim como, talvez, a iluminação
do espetáculo, que poderia explorar climas diferentes.
O trabalho da atriz Denise da Luz é bastante sutil,
aliás como todo o espetáculo. Está
apoiado sobre a palavra do Mario e parece não haver
tido muita preocupação com a "construção"
de um personagem "infantil". Percebe-se sua
relação com a platéia o tempo todo,
criando climas e situações que dão
sustentação à sequência de
poemas. Digo sequência de poemas porque em alguns
momentos o espetáculo me pareceu mais uma performance
(não é uma crítica negativa ao trabalho!),
um jogo de armar, uma sequência de brincadeiras
infantis. E nesse sentido a gente pode perceber a atriz
ali, entretida com a brincadeira, com as sensações
que os poemas trazem à ela e pra gente, na platéia.
Eu gostaria de poder ver este espetáculo com crianças
na platéia, pois na sessão em que eu estava
só havia um menino. E, pude perceber, as reações
dele apareciam em momentos bastante distintos que as nossas,
adultos! Aliás, este o grande senão da sessão
de sábado. Uma grande pena que tão pouco
público tenha comparecido à um espetáculo
tão doce, singelo, sutil e que tem muito respeito
pela criança. Bem diferente de certas produções
que costumam lotar o CIC e o TAC com suas ínfimas
preocupações sobre o teor de sua montagens.”
Blog
Momento Crítico
www.momento-critico.blogspot.com
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